Home / Destaque / Autoridades no RJ reagem a pronunciamento de Bolsonaro que critica ‘confinamento em massa’

Autoridades no RJ reagem a pronunciamento de Bolsonaro que critica ‘confinamento em massa’

Prefeitos dizem que vão manter medidas restritivas para impedir o avanço do coronavírus. Governador Wilson Witzel pede para que as pessoas permaneçam em casa e diz que presidente contraria a OMS.

O pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, na noite desta terça-feira (24), em rede nacional de televisão, gerou reações no Rio de Janeiro depois que ele criticou as medidas restritivas adotadas pelos governos estaduais e municípios brasileiros.

Ele contrariou a orientação para que as pessoas fiquem em casa, como recomendado por especialistas do Brasil e em todo o mundo, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo próprio Ministério da Saúde. Bolsonaro ainda culpou os meios de comunicação por espalharem, segundo ele, uma sensação de “pavor”. E disse que, se contrair o vírus, não pegará mais do que uma “gripezinha”.

Consultado, o Ministério da Saúde informou que não vai se posicionar sobre o pronunciamento do presidente.

Pelo interior do Rio, mesmo com a economia impactada, prefeitos decidiram publicar decretos para evitar aglomerações, seguindo as orientações dadas pela OMS e pelo Ministério da Saúde. As cidades ainda não tiveram casos da doença confirmados. Logo após a fala do presidente, prefeitos afirmaram que as medidas serão mantidas

Leia abaixo e veja no vídeo acima a íntegra do pronunciamento:

Governador Wilson Witzel pede para que as pessoas permaneçam em casa e diz que presidente contraria a OMS – Foto: Divulgação

O governador do Rio Wilson Witzel (PSC) também usou as redes sociais para declarar a permanência das ações contra o coronavírus no estado do Rio, que contabiliza 305 infectados e seis mortes pela doença até esta terça-feira (24).

“A manifestação em cadeia de rádio e televisão do presidente da República contraria as determinações da Organização Mundial da Saúde. Nós continuaremos firmes, seguindo as orientações médicas e preservando vidas. Eu peço a você: por favor, fique em casa!”, disse o governador em suas redes sociais.

Íntegra

Boa noite.

Desde quando resgatamos nosso irmãos em Wuhan na China numa operação coordenada pelos ministérios da Defesa e Relações Exteriores surgiu para nós o sinal amarelo. Começamos a nos preparar para enfrentar o coronavírus, pois sabíamos que mais cedo ou mais tarde ele chegaria ao Brasil.

Nosso ministro da Saúde reuniu-se com quase todos os secretários de Saúde dos estados para que o planejamento estratégico de enfrentamento ao vírus fosse construído.

E, desde então, o doutor Henrique Mandetta vem desempenhando um excelente trabalho de esclarecimento e preparação do SUS para o atendimento de possíveis vítimas.

Mas o que tínhamos que conter naquele momento era o pânico, a histeria e, ao mesmo tempo, traçar a estratégia para salvar vidas e evitar o desemprego em massa. Assim fizemos, contra tudo e contra todos.

Grande parte dos meios de comunicação foram na contramão. Espalharam exatamente a sensação de pavor, tendo como carro-chefe o anúncio do grande número de vítimas na Itália, um país com grande número de idosos e com o clima totalmente diferente do nosso. O cenário perfeito, potencializado pela mídia, para que uma verdadeira histeria se espalhasse pelo nosso país.

Percebe-se que, de ontem para hoje, parte da imprensa mudou seu editorial, pedem calma e tranquilidade. Isso é muito bom. Parabéns, imprensa brasileira. É essencial que o bom senso e o equilíbrio prevaleçam entre nós.

O vírus chegou, está sendo enfrentado por nós e brevemente passará. Nossa vida tem que continuar. Os empregos devem ser mantidos. O sustento das famílias deve ser preservado. Devemos, sim, voltar à normalidade.

Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércios e o confinamento em massa.

O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anos. Por que fechar escolas? Raros são os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos de idade. Noventa por cento de nós não teremos qualquer manifestação caso se contamine.

Devemos sim é ter extrema preocupação em não transmitir o vírus para os outros, em especial aos nosso queridos pais e avós, respeitando as orientações do Ministério da Saúde.

No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado com o vírus, não precisaria me preocupar. Nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho, como disse aquele famoso médico daquela famosa televisão.

Enquanto estou falando, o mundo busca um tratamento para a doença. O FDA americano e o hospital Albert Einstein, em São Paulo, buscam a comprovação da eficácia da cloroquina no tratamento do Covid-19. Nosso governo tem recebido notícias positivas sobre esse remédio fabricado no Brasil e largamente utilizado no combate à malária, ao lúpus e à artrite.

Acredito em Deus, que capacitará cientistas e pesquisadores do Brasil e do mundo na cura dessa doença. Aproveito para render minha homenagem a todos os profissionais de saúde: médicos, enfermeiros técnicos e colaboradores que na linha de frente nos recebem nos hospitais, nos tratam e nos confortam.

Sem pânico ou histeria, como venho falando desde o princípio, venceremos o vírus e nos orgulharemos de viver nesse novo Brasil que tem, sim, tudo para ser uma grande nação. Estamos juntos, cada vez mais unidos.

Deus abençoe nossa pátria querida.

Rádio Itaperuna 96.9 FM – Fonte: G1 Região dos Lagos

DEIXE UMA RESPOSTA

Seu email não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *

*