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Itaperuna investiga 3.121 casos suspeitos de chikungunya com oito mortes

Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), até o dia 2 de abril, o município de Itaperuna tinha cerca de 943 casos confirmados de chikungunya. Segundo a Prefeitura, a Secretaria Municipal de Saúde está investigando 3.121 casos suspeitos, sendo oito mortes. Ainda de acordo com o município, como a cidade é uma referência regional tanto em urgência e emergência como em alta complexidade, após as investigações pode-se chegar a conclusão de que nem todos os casos são de moradores de Itaperuna.

A Prefeitura divulgou que faz diversas ações de combate ao Aedes aegypti e entre elas estão mutirões para evitar criadouros do mosquito, notificações de donos de terrenos abandonados e usos de inseticidas e larvicidas.

Chikungunya: sintomas, transmissão e prevenção

A febre chikungunya é uma doença viral transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. No Brasil, a circulação do vírus foi identificada pela primeira vez em 2014. Chikungunya significa “aqueles que se dobram” em swahili, um dos idiomas da Tanzânia. Refere-se à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada, na Tanzânia, localizada no leste da África, entre 1952 e 1953. Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Não é possível ter chikungunya mais de uma vez. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Os sintomas iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o vírus está presente no organismo infectado. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas.

Transmissão

A transmissão do vírus chikungunya (CHIKV) é feita através da picada de insetos-vetores do gênero Aedes, que em cidades é principalmente pelo Aedes aegypti e em ambientes rurais ou selvagens pode ser por Aedes albopictus.

Prevenção

Ainda não existe vacina ou medicamentos contra chikungunya. Portanto, a única forma de prevenção é acabar com o mosquito, mantendo o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros. Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser adotadas principalmente durante surtos. Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos).

Da redação da 96.9 FM com informações do G1 Noroeste Fluminense e Fiocruz

One comment

  1. Acabar com mosquitos?
    Na boa, nunca acabaremos com o mosquito, eles são pré históricos, mesmo com a Terra repleta de predadores, nunca foram exterminados, atualmente estamos destruindo o planeta e acabando com o ciclo natural da vida, onde jogamos venenos para matar o mosquito e aniquilamos os predadores naturais, como a Libélula, Aranhas, Lagartixas e seus assemelhados, onde as indústrias continuam a fazer marketing para terem lucros, e que morram todos, menos seus lucros.

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