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Estado notifica mais de 300 grávidas com suspeita de Zika

O Estado do Rio já registrou 341 casos de grávidas com suspeita de terem contraído o zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, desde 18 de novembro, quando passou a ser obrigatória a notificação do atendimento de gestantes com manchas vermelhas na pele, um dos sintomas da doença causada pelo vírus.

Segundo o Jornal O Globo, o número alto vem provocando temor entre mulheres grávidas, médicos e o poder público. Para as gestantes, o grande risco do zika é que ele pode causar microcefalia nos bebês.

Ainda segundo O Globo, na última semana, o número de casos registrados de microcefalia no estado, que até então totalizava 23, pulou para 45. Infectologistas acreditam que o salto pode estar relacionado tanto ao aumento da circulação do vírus, quanto ao maior volume de informações sobre a doença, fazendo com que, de um lado, médicos se preocupem mais em notificar a doença e, por outro, mais pacientes procurem os serviços de saúde.

Apenas na cidade do Rio de Janeiro, a Secretaria municipal de Saúde registrou, entre outubro e a primeira semana deste mês, 419 casos suspeitos de zika. Destes, 85 foram confirmados após testes sanguíneos. Em outubro, a secretaria começou a registrar os casos de suspeita da doença. Mesmo assim, a notificação não é obrigatória. Além disso, o Ministério da Saúde calcula que 80% das pessoas infectadas pelo vírus não apresentam sintomas. A Secretaria estadual não registra os casos suspeitos de zika.

Para o Presidente da Sociedade de Infectologia do Estado, Alberto Chebabo, o aumento do número de casos de bebês com microcefalia no Rio pode estar associado a dois fatores. Um deles pode ser o real crescimento da circulação do vírus zika. Outro, o aumento da preocupação de gestantes e médicos, o que faz crescer o número de notificações.

Para o infectologista Celso Ramos Filho, do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no Fundão, o que pode explicar em parte esse aumento dos casos de microcefalia registrados na última semana é o que ele chama de “retardo de notificação”.

“Que esta é uma grave crise de saúde no Brasil, não se tem a menor dúvida. E ainda vai se agravar ao longo do verão, com certeza. Mas é preciso avaliar se esses diagnósticos de microcefalia já haviam sido feitos, porém não notificados. Não é que as gestantes tenham contraído zika esta semana e o bebê foi identificado então com microcefalia. Isso pode ter acontecido há seis meses”, diz.

Ele frisa que, mesmo se o mosquito pudesse ser extinto da noite para o dia, os casos de microcefalia continuariam surgindo, pois muitos casos só vão ser diagnosticados quando o bebê nascer.

Ambos os especialistas afirmam que o melhor para as gestantes é a prevenção. Segundo eles, as grávidas devem evitar o contato com o mosquito.

Com informações de O Globo

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